No Limbo

Do alto dos meus 33 anos e 1 dia e toda a sabedoria acumulada neste período, achei que já era hora de compartilhar um pouco das insanas e recorrentes histórias de nós, balzacas, vivendo no limbo da falta de machos. Histórias reais e fictícias, minhas, de amigas e de personagens, que pretendo que ilustrem o surreal que é essa transição sociológica onde cabe de tudo: desde pessoas que te encaram com piedade (como se o fato de não ter um bofe transformasse você em um ser mutilado), até as que te olham com inveja (como se o fato de você sorrir mesmo assim, te transformasse em uma semideusa autotrófica)...



ATENÇÃO: Os nomes foram trocados ou omitidos em uma tentativa de se manter um mínimo de dignidade





quarta-feira, 21 de julho de 2010

Idade de Cristo

Ontem foi meu aniversário. 33 anos. Tive que ouvir algumas vezes que era uma idade linda. E é. Afinal de contas quando a outra opção é a morte, como é o caso aqui, ir mudando a idade me parece bem legal.

O estranho é que a justificativa para a lindeza dessa idade é o fato de ser "a idade de Cristo". E eu gosto muito de Cristo e preciso confessar que sou uma das queridinhas de Deus, mas não vejo a menor lógica em achar essa idade bonitinha por causa disso. Ele morreu com 33, gente. Ainda por cima crucificado. Deixo claro que não é isso que pretendo para os meus 33 anos.

Um fato é que eu estava em um bar com meia dúzia de amigos e o outro fato é que a mesa de um bar é o palco perfeito para grandes ideias e decisões. E reuni a ideia velha de falar sobre relacionamentos com a decisão de que a hora era agora. Se eu for crucificada que seja pela minha própria língua e não porque um Judas qualquer falou mal de mim.

Conheço vários homens - alguns no sentido bíblico de conhecer - mas quase nenhum solteiro. E conheço várias mulheres divinamente lindas, interessantes e, obviamente, complicadas. Muitas delas solteiras. Umas esperando o príncipe encantado, outras um sapo pegajoso, outras um mago na cama pra revirar a vida do avesso e outras só um pé caloso mesmo para esquentar o seu pé debaixo do edredon enquanto dormem de conchinha.

E obviamente cada uma delas fala do seu idealizado macho-alfa (embora algumas teimem em insistir com um macho-beta) de um jeito muito particular. E isso merecia ser publicado. E os papos naquela mesa de bar ontem foram o empurrão final para dar voz aos desabafos dessas divas. E este blog nasceu, lindo como um joelho.

3 comentários:

Marcia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricca Cerdan disse...

Muito boa!
Parabéns pelo texto.

Viviane disse...

Adorei todos os posts em especial esse por conta dos 33.