No Limbo

Do alto dos meus 33 anos e 1 dia e toda a sabedoria acumulada neste período, achei que já era hora de compartilhar um pouco das insanas e recorrentes histórias de nós, balzacas, vivendo no limbo da falta de machos. Histórias reais e fictícias, minhas, de amigas e de personagens, que pretendo que ilustrem o surreal que é essa transição sociológica onde cabe de tudo: desde pessoas que te encaram com piedade (como se o fato de não ter um bofe transformasse você em um ser mutilado), até as que te olham com inveja (como se o fato de você sorrir mesmo assim, te transformasse em uma semideusa autotrófica)...



ATENÇÃO: Os nomes foram trocados ou omitidos em uma tentativa de se manter um mínimo de dignidade





sexta-feira, 23 de julho de 2010

Efeito Borboleta

Nos relacionamentos, reais ou platônicos, a melhor sensação é a de borboletas no estômago.

Não é frio na barriga. Não tem absolutamente relação com frio. E não é na barriga. Fica mais para cima um pouco, já que o estômago está mais perto do coração. O frio na barriga é adrenalina, é medo. Não é frescurinha de bem estar. Estamos falando de outra coisa.

Uma amiga mais chique diz que são borbulhas de champagne. Acho muito elegante, mas também tenho minhas restrições. A história da champagne é mais um processo. Você abre, serve, ela faz borbulhinhas pelo gás e depois morre. Ou acaba. E as vezes dá bode ou ressaca.

A coisa da borboleta é mais episódica. Acontece do nada, de repente. Acho até que elas moram no estômago, mas são daquelas inquilinas normalmente comportadas. É fato raro notar a existência delas. Até que um dia elas resolvem armar uma festa e sem mais nem menos resolvem voar e resvalar a asa na gente para fazer cosquinha.

Se fossemos mais caiporas ou vivêssemos no século XVII e ouvíssemos um "gracejo" ou um "galanteio" de um bom moço, levaríamos a mão à boca e soltaríamos um "hihihi". Pois bem. A borboleta nada mais é que o hihihi da boca do estômago.

É um desconcerto que traz felicidade, quando a gente vê, ouve ou pensa naquela pessoa. E é só por isso que não é qualquer um que serve para a gente.

E tão bom quanto desnecessário foi descrever isso aqui, pois tenho certeza absoluta de que você sabe exatamente do que eu estou falando.

Sorte a nossa!

4 comentários:

Marcia disse...

E que nossas inquilinas façam infinitas festas em nosso estomago!

Daniela Augusto disse...

Vi... se as borboletas são inquilinas, há oito anos as minhas não pagavam aluguel. Rs...

Mas, claro, resolveram dar o ar da graça. Ótimo! Me senti viva de novo. Mas e daí? Já estão morrendo...

Tá certo que não estou numa boa fase de paixonite, visto que fui me "engraçar" pelo homem errado, again!

Mas vc está certa... não é como champagne.

Beijo

Sambuquinha disse...

Talvez seja cidra, daquela barata, que vira ressaca!
Vamos fazer um trato. Pegamos a cidra, estouramos numa encruzilhada e fazemos um desejo para que apareça uma champagne da boa pra borbulhar direito da próxima vez :-)

Daniela Augusto disse...

Vi... estou tão desgostosa, que quero mesmo uma pinga, pra cir no estômago com vontade e fazendo cócegas...